Quando escuto falar sobre camgirls, a primeira imagem que me vem a cabeça é de uma loira peituda bem genérica. Essa ideia ficou na minha cabeça por causa de uma famosa ex BBB que era camgirl antes da fama no mundo da televisão. O problema é que essa é uma visão bem limitada de quem conhecia muito pouco sobre esse mundo. O fato é que existem vários tipos de camgirls que dialogam com vários tipos diferentes de gostos e taradas.

Hoje minha ideia sobre camgirl é totalmente diferente, graças a dois perfis de twitter: O primeiro perfil é do pessoal do site Camera Hot, onde várias meninas, de estilos mais diferentes possíveis, estão fazendo a alegria de quem está do outro lado do monitor. E o segundo perfil é o da Larya Von Leloyer, uma nerdzinha de cabelos coloridos, atitude forte e carinha de anjo.

Para minha felicidade consegui fazer uma entrevista muito foda com a Larya e descobri um pouco mais sobre a profissão de camgirl e conheci a Larya que, além de bem gostosa, é extremamente simpática e verdadeira. Vou parar de falar e deixar vocês conferirem o bate papo, lembrando que no final tem aquela sessão de fotos para quem quiser conferir os atributos da moça.

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PBG: Quando foi que você entrou para o mundo das camgirls?
Larya: Já faz uns 3 ou 4 anos que eu estava desempregada e não tinha como eu sair pra trabalhar, porque estava com uma filha pequena. Precisava de uma forma de ganhar dinheiro sem sair de casa. Então, meu noivo me mostrou essa oportunidade e eu resolvi tentar. No inicio não foi muito fácil, mas estou melhorando com o tempo.

PBG: E como funciona o seu trabalho?
Larya: Bom… Tenho uma sala num site, chamado camerahot.com que funciona com os clientes pagando para o site e recebendo créditos. Esses créditos são usados para conversar com as modelos. Vai desde conversas simples à coisas mais picantes como um show com masturbação, entre outros fetiches.

PBG: Você consegue ver o cliente?
Larya: Isso depende do cliente. Se ele permitir que eu possa o ver, terá a opção de liberar a câmera para isso.

PBG: Qual foi a coisa mais estranha que já te pediram para fazer?
Larya: Me pediram para introduzir um salto de sandália na vagina. Eu não tentei, mas foi bem desagradável toda a situação pela insistência do rapaz.

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PBG: Você pode fechar a câmera nessas situações, ou perde o que já ganhou?
Larya: O que foi gasto, foi gasto. Desde o momento que ele entrou no chat até o tempo em que ficar ali. Se o cliente for desagradável, eu tenho a opção de bani-lo da minha sala, daí depois disso ele não poderá voltar a minha sala novamente.

PBG: Tem alguns clientes que são mais “fixos” que os outros?
Larya: Sim, tenho clientes fixos. Tem alguns que mandam mensagens marcando o dia para me ver.

PBG: E você se sente “intima”, dada as devidas proporções, dessa galera que vem sempre?
Larya: Sim, de boa parte sim. Muitos se liberam para termos esse elo. E eu gosto disso, gosto de criar elo com os clientes, fica melhor, fica mais agradável toda a conversa.

PBG: Você é bem gostosa. Tem algum tipo de cuidado especial que faça com o corpo?
Larya: Bom… Na verdade não (risos). Eu sou magrinha assim por natureza, até estou tentando ficar na academia, mas sempre saio. É tudo natural mesmo.

PBG: Magrinha e bem diferente. Você sente que essa imagem diferente atrai um público diferenciado?
Larya: É um público diferenciado sim. Não sei se é o meu cabelo, o cenário ou até mesmo o meu jeitinho (risos), mas eu acho sim que é mais um público diferenciado.

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PBG: O que você sente quando está fazendo os shows? É só trabalho ou você se entrega e gosta do que está fazendo?
Larya: As duas coisas. Eu tenho que levar como trabalho para ter o compromisso de sempre está aqui. Dependendo do cliente dá uma sensação diferente, cria uma coisa especial com cada um, então é um sentimento novo a cada cliente.  E é muito bom isso, pois tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas no mundo real. Já no virtual, eu consigo me relacionar com elas e muito bem, me sinto bem com isso e sinto prazer também, conforme vai acontecendo o show.

PBG: E como fica a relação “trabalho vs. noivo”? Ele já ficou vendo algum show ou participou?
Larya: É bem tranquila. Ele me apoia bastante, me motiva para eu estar plugada. Ele já viu meus shows e já participou também, mas agora ele só assiste. Ele gosta do que eu faço, sente prazer com isso.

PBG: Você gosta mesmo da cultura pop/gamer/quadrinhos ou é só uma fantasia para os clientes?
Larya: Eu comecei a lidar mais com isso há 3 anos e gosto muito. Sempre quis saber mais sobre esse mundo de quadrinhos e games, mas meus pais nunca deixaram, nunca me deram a oportunidade. Claro que se eu pegar um jogo muito difícil terei um pouco mais de dificuldade, mas estou sempre jogando e lendo, quando dá tempo.

PBG: Já que falou dos seus pais: eles eram muito rígidos?
Larya: Era meio a meio, entre rígidos e liberais. Em termos de religião minha mãe só me forçou a terminar a catequese, fora isso só a questão de bebidas e drogas mesmo que eles eram mais rígidos, e isso foi muito bom pra mim.

PBG: A família sabe do seu trabalho?
Larya: Tirando o meu noivo, só minha mãe e irmã que sabem. Eu contei a pouco tempo também e não foi algo fácil de se falar e nem deles aceitarem, mas me respeitam. Eles são religiosos e tem seus ideais, logo pensam diferente de mim.

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PBG: Como é sua rotina?
Larya: Acordo tarde geralmente. Almoço, me arrumo e começo a trabalhar. Quando eu termino meu horário e cumpro minha meta, paro e vou dar atenção ao meu noivo, minha filha e arrumar as coisas da casa. Meu noivo divide bem os serviços domésticos, eu praticamente não faço nada (risos).

PBG: E como as meninas que estiverem interessadas, podem entrar nesse mundo de camgirl?
Larya: Primeiro a menina tem que achar um site que ela queira fazer ou até mesmo por Skype. Tem que ter compromisso de ficar lograda, pois os sites cobram este compromisso. Tem que ter uma câmera boa e estar disposta a se mostrar. Não necessariamente o rosto, mas o corpo sim. Tem que estar a vontade para mostrar o corpo.

PBG: Deixa uma mensagem para galera que vai ler essa entrevista 🙂
Larya: Eu espero conhecer cada um de vocês de uma maneira bem especial. Se tiverem qualquer curiosidade é só me procurar, se quiserem algo mais picante também é só me procura. E agradeço todos por estarem aqui lendo essa entrevista. Um bejo! 😉

Quem quiser “conhecer melhor” o trabalho da Larya, pode gastar uns crédito lá na sala dela no Camera Hot ou acompanha-la pelo twitter

Desde pequeno, “O crítico” é visto como um cara chato por aqueles que o conhecem. Sempre procurando analisar e desenvolver teorias, era um dos poucos adolescente que não se masturbava vendo filmes pornô. O Crítico batia punheta lendo as colunas de crítica do Rubens Ewald Filho.

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