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Vira e mexe conhecemos pessoas interessantes através da internet. Gente que tem a mente aberta, corpo pegando fogo e muito tesão. Muitas das vezes são casais exibicionistas que acabamos seguindo no twitter ou no tumblr. É sempre muito bom trocar um papo com essa galera, porque… bem, porque eles tem a coragem que pouco de nós temos. Se exibir hoje em dia é muito perigoso, mas esse casais lutam contra essa maré de gente filha da puta e coloca a cara a tapa.

Recentemente conhecemos o casal Cacau e Lipe. Foi tão gostoso acompanhar as postagens deles no twitter, que o convite para uma bate papo foi mais do que necessário. A entrevista foi gostosa, porque podemos conhecer o casal de uma forma mais íntima, mas sem ser pelo lado da sacanagem. Então se recoste bem na cadeira/sofá/onde estiver e confira aí o resultado dessa conversa.

Sr. PBG: O que levou vocês a começarem o perfil do casal no twitter?
Cacau e Lipe: Tudo começou com uma crise na relação. Percebíamos que o relacionamento comum não estava dando certo. Lipe nunca havia sido aberto na relação, e mantinha o desejo que sentia por outras pessoas guardado a 7 chaves. A  Cacau vivia reclamando que não recebia elogios, tinha falta de se sentir desejada. A relação chegou naquele momento que os dois descobrem que não está dando certo. Mas o que fazer para melhorar?

Começamos a dialogar abertamente, eu (Cacau) fui quem demorou mais para entender que desejo e amor não andam juntos. Afinal para uma mulher comum, se o homem ama, ele só tem olhos pra ela (risos). Mas a verdade nua e crua não é bem assim.

Iniciamos entrando em App’s de swing para conhecer mais sobre esse mundo. Ainda não tinhamos certeza se era o caminho que seguiriamos. E eis que as portas se abriram e começamos a enxergar a luz no fim do túnel. Nossa relação ficou mais quente. Começamos a conversar com casais, trocar nudes (risos) e ver que era possível sim ter uma relação mais liberal.

Nós sempre observavamos o Twitter, pra ver o que rolava com os perfis dos casais liberais e GP’s. Até que resolvemos fazer um ménage com uma acompanhante. Achamos que seria uma forma mais “tranquila” de testar os limites de cada um. Mesmo porque eu (Cacau), ainda não tinha certeza quanto minha bissexualidade. Escolhemos a Isabelle Bitencourt, e foi incrível! Muitas descobertas (risos).

Após essa introdução maravilhosa, decidimos que estávamos mais que prontos para fazermos o que tivéssemos vontade. Quebramos o Tabu! Entramos no Twitter com a intenção de mostrar nossa sensualidade, como uma brincadeira de provocação entre a gente. E tem dado super certo pra relação. Hoje a Cacau não reclama mais que não recebe elogios (risos). Temos uma relação aberta para o Lipe dizer que deseja outra mulher e vice e versa. Nossos problemas acabaram (risos).

Curtiu a dancinha da Cacau?

Sr. PBG: E como vocês lidam com as pessoas que “passam dos limites” no twitter?
Cacau e Lipe:  No geral gostamos muito de interagir com as pessoas. Sempre agradecemos aos elogios e eu (Cacau) gosto de conhecer as pessoas, saber mais sobre elas. A função do Twitter para nós, é de se exibir. Então os comentários são bem vindos.

Mas sempre tem um ou outro que acaba fazendo comentários pesados e baixos. Para esses, eu ainda dou uma chance (risos). Peço educadamente para ter mais respeito. Por incrível que pareça a maioria pede desculpas e se comportam melhor numa próxima vez.

Agora aos machistas de plantão, que acham que pode falar o que quer, só porque a mulher é exibicionista, a estes sobra apenas o meu desprezo e um “block” com vontade (risos).

Sr. PBG: Cacau, o que você sentiu na primeira vez que começaram a brincar?
Cacau: Na primeira vez eu fiquei muito ansiosa. Só pensava nisso nos dias que antecederam. Achava que um relacionamento ideal, era aquele onde o parceiro só sentia desejo pela esposa e vice e versa. Isso não é um pensamento muito fácil de ser quebrado. É algo inserido na vida da maioria das pessoas desde criança. Então eu não tinha ideia de como me sentiria com tudo isso. Principalmente em ver o meu parceiro, que eu tanto amo, se relacionando com outra mulher.

Sr. PBG: E como essa “primeira vez”? Rolou algum “processo de conhecimento”?
Cacau: Tínhamos que começar de algum lugar. Falávamos nossas fantasias enquanto transávamos. Começamos a transar imaginando mulheres entre a gente. A primeira vez que meu marido disse que se imaginava “comendo” outra, foi durante uma brincadeira onde fingíamos estar com outra mulher. Ele falou Agora vou colocar meu pau na bucetinha dela bem devagar, com ela D4!” Aquilo pra mim foi muito esquisito, me deu um ciúmes. Não um ciúmes comum, foi diferente. Ele estava acompanhado de tesão e desejo, algo que até queimava!

Exibicionista e corintiana

Sr. PBG: Deu pra gozar com ele falando essas coisas?
Cacau: Sim, imaginar ele com outra me deixou muito excitada e eu gozei (risos). Foi um dos nossos primeiros passos importantes e de conhecimento da nossa relação. Eu nunca poderia imaginar que sentiria tesão nisso.

Sr. PBG: Como foi o primeiro menage?
Cacau: Quando chegou nosso menage, eu estava me sentindo muito segura, e desejando tudo aquilo. Isso é algo que considero importante para a mulher. Ela deve chegar a esse momento apenas se desejar estar ali, e estar com sua autoestima elevada. Nunca fazer isso para agradar o parceiro. As chances de dar errado é muito grande, então tem que ser bom para os dois.

Segundo ponto que considero muito importante é a escolha da pessoa. A mulher (principalmente) tem que estar muito a vontade com a outra. Nós optamos por uma profissional e foi a melhor escolha. Em momento algum a Isabelle Bitencourt (que foi a nossa primeira “namorada”) fez com que eu me sentisse excluída da relação. Elas (GPs) conseguem transitar bem entre os dois para que o momento fique prazeroso, sem deixar alguém de lado!

Finalmente, quando de fato chegamos na nossa primeira vez, por incrível que pareça eu me superei. Descobri ali que sentia tesão por outras mulheres, que eu adoro tocar, beijar, chupar, pegar o corpo feminino. Me soltei rápido e realmente curti o que estava acontecendo. Quando vi meu marido tocando outra mulher, aquilo despertou um lado meio selvagem dentro de mim e eu queria mais. Queria ver ele gostando daquilo. O prazer dele me dava muito tesão. Eu o ajudei a comer outra e estava satisfeita por participar disso.

Cacau pra quem tem fetiche com pés

Sr. PBG: É legal ver o outro sentindo prazer, né? O ciume não apareceu mais?
Cacau: Acho que na relação, ver o outro sentindo prazer, deve trazer prazer. Ciúmes? nem sei o que é isso. Fico tão focada em dar e receber, que não penso em mais nada, a não ser ocupar meu corpo em satisfazer meus parceiros. O frio na barriga vem somente na “pré relação”. Rola aquela ansiedade de “como será”, mas no durante e no pós, só sinto prazer e muito tesão (risos).

Sr. PBG:  Lipe, o que passa na sua cabeça quando se dá conta de que outros homens estão se imaginando com a sua mulher?
Lipe: Não só imaginam, como também comentam essas imaginações, né? Se eu me importasse ou sentisse ciúmes, não teria como existir o exibicionismo entre a gente. Penso que isso é tudo questão de ponto de vista. O lado que acho bacana, é ver milhares de homens, e até algumas mulheres, com aquela inveja de mim, entende?

Rolam vários comentários dizendo o quanto sou sortudo, como queriam estar no meu lugar e como o maridão se deu bem. O que acaba passando na minha cabeça é o pensamento de “Podem desejar o quanto quiser, mas no fim do dia quem usufrui de toda beleza e sensualidade da minha gata, sou eu”. Posso dizer que é um lance mais de ostentação (risos).

Cacau e Lipe, exemplo de casal e de liberdade

Sr. PBG: Quando vocês estão transando, no dia a dia mesmo, ficam pensando “agora ia dar uma boa foto”, ou dá pra dividir bem as coisas?
Cacau e Lipe: Creio que todas as pessoas, mesmo as que não querem se exibir, em algum momento da vida, durante aquela transa sensacional, imaginam-se fotografando para manter aquele momento vivo para sempre. Entre a gente acontece isso muitas vezes. Mas não a ponto de parar tudo e pegar a câmera de fato (risos).

No geral, não pensamos muito em fotos enquanto estamos transando, porque nosso perfil de exibicionismo não é tão explícito. Talvez se fosse, acabaríamos por praticar mais. O que fazemos muito é fotografar ensaios com muita sensualidade. Através das poses, olhares, peças de roupa a menos… simplesmente abandonamos a câmera e transamos loucamente!

Quem olha nossas fotos, percebe que não curtimos nada vulgar. Prezamos mais por exaltar a beleza e atiçar a imaginação da galera. Gostamos de instigar, criar expectativas e aquela sensação de sempre querer ver mais (risos).

Nós já até tiramos umas fotos bem hardcore, porém, essas ficam guardadas a 7 chaves só entre a gente.


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