Escolha uma Página

Não era bem essa rainha má do filme que vi

Quando eu era pré-adolescente, de vez enquanto, ficava até tarde com minha mãe vendo alguns filmes. Me lembro quando, numa dessas vezes, o SBT passou um filme da Branca de neve chamado Histórias que nossas Babás não contavam. Eu, espertamente, havia percebido que não seria como nos contos da Disney, percebi que teria algo à mais, nem que fosse pelo menos alguma nudez e estava doida para ver isso.

Minha mãe, ingênua que só, apenas se deu conta no momento do filme e me fazia fechar os olhos nas cenas sutis de sexo. Ela não se importava com as cenas de nudez, inclusive as femininas que eram as que mais me interessavam, pois eu era magricela, mal tinha seios, e ficava admirada com um corpo feminino nu. Me senti bem vendo aquele filme, mas não sabia o que poderia significar, nunca havia me masturbado até então.

Num segundo momento, precisei de fotos de mulheres nuas para fazer um trabalho de escola. Fomos comprar uma revista no sebo. Trouxemos uma Playboy e uma Sexy(risos). Eu me acabei com aquilo! Tinha contos. Contos! Eu nunca havia lido um conto erótico antes. Claro que quando minha mãe percebeu o conteúdo erótico que havia na parte escrita da revista, me fez jogar fora, mas isso foi dias depois e eu já havia lido tudo mil vezes, já estava memorizado.

E o terceiro momento foi na casa da minha amiga. Os pais dela escondiam um filme pornô atrás do armário do quarto. Foi o primeiro filme que vi, e foi tão intenso que fiquei com vontade vomitar vendo a moça chupar um pênis tão grande (hahaha). Enquanto minha amiga e eu víamos o filme, tínhamos que deixar a janela da sala aberta para que o irmão mais novo dela pudesse assistir também, enquanto o pobrezinho estava em cima do muro de prontidão, afinal, os pais dela estavam prestes a chegar do trabalho. Até que quando percebemos já tinham mais 2 moleques vendo o filme debruçados muro. Tivemos que desligar, mas já havia visto o suficiente. Depois fomos brincar de chupar a linguiça calabresa, pois minha amiga queria praticar.

Vai uma linguicinha aí?

Tive muito pouco contato com a pornografia na adolescência, tão pouco, que só aprendi a me masturbar aos 18 anos e com a ajuda de um sexo oral vinda de uma amizade colorida. Eu tentava ver os filmes no Band Cine Privê, mas nem sempre conseguia, porque meu pai não deixava eu ficar acordada até tarde. A Falta da pornografia e de um namoradinho me fez desconhecer o meu corpo por toda uma adolescência.

Hoje em dia, com a internet, ficou muito mais fácil ter esse contato, mas eu não me habituei a buscar coisas novas, então sempre mantive o padrão de filmes básicos. Embora, que o pouco que já vi me fez descobrir do que eu gosto e quem eu sou.


Esse foi o depoimento da nossa primeira dama, Sra. PBG. Se você gostou do material e quer compartilhar como foi seu primeiro contato com o mundo da pornografia, basta mandar um e-mail para contato@peixebolagato.com.br. Sua identidade será mantida em sigilo e você ajudará milhares de outras pessoas que sentem vergonha e acham que masturbação e pornografia são algo errado.

O PBG é um blog mantido por muitas pessoas que não podem ou não querem se identificar. Você pode enviar o seu texto para contato@peixebolagato.com.br, e terá sua identidade preservada.

Comments

comments