Saindo do tradicional com a Emme White

O sangue novo do pornô nacional não segue mais o padrão “peitão + bundão + bronzeado estranho” de antes. As atrizes que estão chegando por aí e mudando a cara da pornografia, são mais parecidas com mulheres reais. Um belo exemplo dessa nova cara do pornô nacional é a Emme White.

No auge dos seus 35 anos, a Emme poderia ser sua colega de classe na faculdade, ou aquela menina que trabalha na mesa ao lado. Mas ao mesmo tempo faz uns vídeos que são bem quentes. Batemos um papo com a moça pra saber um pouco mais de sua vida e carreira, porque… bom… porque é sempre bom ver e ouvir uma mulher gostosa e inteligente 😉

emme-01PBG: O que te levou para o mundo do pornô?
Emme: Há mais de cinco anos que eu trabalho como camgirl, e por muito tempo eu não mostrava o rosto todo, porque tinha receio de que as pessoas pudessem me reconhecer e do preconceito que pudesse vir a sofrer.

Só que uma hora cansei de viver essa vida dupla, de ter que esconder o que eu fazia, sendo que eu não acho que faço algo errado. Entendeu?

Posei para o Suicide Girl, nua e mostrando o rosto. A partir do momento que eu perdi esse medo de mostrar o rosto, então fazer pornô já não era mais um problema. Comecei com a Xplastic mesmo, com um pornô lésbico.

PBG: Você acha que foi mais tranqüilo fazer a transição de camgirl pro pornô, por ser um tipo de filme mais “alternativo”?
Emme: Com certeza foi mais fácil sim, porque a Xplastic tem um perfil que respeita bastante as atrizes. Eles deixam fluir tudo naturalmente. Isso facilita.

Eles não procuram uma coisa dentro do pornô tradicional. Colocam a câmera, falam o que esperam da cena, mas deixam o contato entre as atrizes fluir naturalmente, pra ser o mais natural possível.

O filme é apenas um estímulo visual, na prática as coisas (muitas vezes) podem ser diferentes.

PBG: Existe essa questão do “pornô como ferramenta de empoderamento da mulher”. Você se sente livre, hoje, pra carregar a bandeira do pornô sem o medo de sofrer preconceito?
Emme: Eu sempre quis ser livre, fazer o que queria, como queria. Infelizmente não posso impedir que me julguem. Mas não tenho mais medo disso, porque sei que aquilo que faço não é errado. Gosto de fazer (os filmes). Faço pornô tradicional também, mas deixo claro (e pretendo até esclarecer isso sempre que eu puder) que as pessoas não devem confundir o que eles vêem no pornô com o que deve ser feito no “sexo real”. O filme é apenas um estímulo visual, na prática as coisas (muitas vezes) podem ser diferentes.

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Eu nunca me relacionaria com uma pessoa que não aceitasse o que faço

PBG: E como é conciliar a carreira de atriz com os relacionamentos?
Emme: Namoro há quase cinco anos. É tranquilo, porque ele aceita o que eu faço. Aliás, só namoro ele e estou há tanto tempo, porque ele aceita. Ele sabia desde o começo que sou camgirl. Quanto aos filmes pornô lésbico, foi tranquilo também.

Teve um pequeno desconforto (pequeno é modo de falar, foi um grande desconforto na verdade) quando eu comecei a gravar cenas de pornô hétero. Mas nada que, com o tempo, ele não tenha se acostumado também. Foi um choque no começo, mas a gente foi conversando, conversando e acabamos nos entendendo. Ele preferiu colocar o nosso relacionamento acima de quaisquer ciúmes que poderia vir a sentir, e tem sido um grande parceiro esse tempo todo. Às vezes ele grava comigo algumas coisas mais amadoras e tal.

Eu nunca me relacionaria com uma pessoa que não aceitasse o que faço. A condição primordial pra alguém se relacionar comigo é essa. Assim como pra ser meu amigo, pra entrar na minha vida, precisa aceitar o que faço.

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(…) não dá pra se sustentar só com o pornô, porque a produção nacional não tá com essa bola toda.

PBG: Hoje em dia dá pra ganhar bem com o pornô?
Emme: Olha… Não dá pra ganhar muito bem com pornô. Se considerar como um “extra”, é um bom dinheiro que entra, mas não dá pra se sustentar só com o pornô, porque a produção nacional não tá com essa bola toda. Não se vem produzindo tantos filmes. Não sei como era antigamente, porque sou recente no meio, mas pelo o que já ouvi falar, antes a coisa era melhor. A minha base (meu ganho principal) é como camgirl.

PBG: É meio complicado falar de “futuro”, mas vamos tentar. Como você se vê daqui a 10 anos? Existe algum “plano maior” para a Emme?
Emme: Confesso que ainda não tenho essa imagem de como vai ser a Emme daqui a 10 anos. Isso é algo que venho pensando ultimamente. A idade vai chegando e a gente começa a se dar conta de que uma hora a gente precisa ter um plano concreto pro futuro, né? Até então eu venho vivendo muito naquela filosofia do “deixa a vida me levar, vida leva eu”. Então não tenho essa resposta pra te dar no momento. Mas é algo com o qual comecei a me preocupar sim (risos).

Quem quiser conhecer mais sobre a Emme White, pode dar uma lida em seu blog sim, isso é link ou acompanhá-la no Twitter, Facebook ou Instagram.


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