Quando convidei a atriz e camgirl Mônica Lima para a entrevista abaixo, sua primeira pergunta foi “É para dizer a verdade, minha opinião sincera,  ou babar ovo de alguém?”. Só essa reação já me deixou louco para saber o que essa mulher tinha para falar.

Mônica não é de meias palavras, mas também não é rude. Sua opinião é acima de tudo, sua. Seu jeito de encarar o pornô e a realidade por de trás do que a mídia conta, pode assustar um pouco. Mas tenho certeza de que essa morena vai conquistar o seu respeito de uma forma como poucas atrizes pornô conseguem.

PBG: Além de atriz pornô você também é camgirl no Câmera Privê. Correto? Trabalhar com sexualidade foi algo que você já tinha em mente, ou caiu nesse mundo pornô por acidente?
Mônica Lima: Sim. Se bem que, hoje sou mais Camgirl, pois desanimei com o pornô. Minha sexualidade sempre foi bem explorada e eu resolvi entrar (no meio pornô) pela fama que via que a minha amiga Fernandinha Fernandez tinha. Entrei em busca disso. Minha primeira cena foi uma porcaria. Fui enganada por quem me iniciou no pornô.

PBG: Na sua descrição do perfil de twitter, você se coloca como camgirl, gamer e dominatrix. Qual dessas características vem em primeiro lugar?
Mônica Lima: Entre camgirl, Gamer e Dominatrix, com certeza em primeiro lugar sou Gamer. As outras é apenas pelo dinheiro e não pelo prazer.

Sexo hardcore, selvagem ou ainda pode ser melhor?

PBG: Ser camgirl e atriz pornô é tão complicado quanto parece? Suas escolhas profissionais afetaram a relação com a família e amigos?
Mônica Lima: Ser camgirl é algo sensacional, muito diferente do pornô. A hipocrisia e falso moralismo parece não chegar as camgirls, pois nem todas se expõe mostrando o rosto e divulgando seu trabalho. Ser atriz pornô no BRASIL é furada e não recomendo ninguém a entrar, nem como última opção. Eu não senti diferença em relação as amizades, porque meus amigos e amigas são mais safados(as) do que eu. Nunca fui próxima a minha família, então pouco me importa a opinião deles.

PBG: A maioria delas tem uma pegada “mais hardcore”. Você prefere o sexo mais selvagem, com um parceiro mais forte? Ou seu prazer está em dominar?
Mônica Lima: Acho realmente que nunca gravei uma cena Hard de verdade. Dizem que não sou capaz, porém meu arquivo amador prova o contrário. É uma pena eu não poder divulgar. Quanto a dominar, depende muito do parceiro. Eu gosto dos dois jeitos, mas tudo depende da química.

Existe um lado meigo da Mônica Lima?

PBG: Quem você culparia pelos problemas que existem hoje no cenário pornô nacional?
Mônica Lima: O pornô é algo desvalorizado por 2 motivos. Primeiro: Alguns produtores pagam muito pouco mesmo. Um valor que você nem consegue ir no salão de beleza (risos). Segundo: O público aceita qualquer coisa. Qualquer uma! Lembro que quando assistia, antes de entrar (no meio pornô), só tinha mulher top e homens legais. Hoje só tem mulheres “de esquina”, na maioria, e homens barrigudos que não sabem meter.

PBG: Existe um lado mais meigo que só o pessoal do câmera privê pode ver?
Mônica Lima: Qualquer mulher pode ser camgirl. Eu não tenho um diferencial, sou igual ou até pior que as outras (risos). Nem o pornô e nem o câmera prive sabe quem eu sou realmente na frente da câmera ou da webcam. É necessário máscaras, senão fica complicado. Tem que viver o personagem. Eu sou muito mais safada do que já viram em qualquer cena, mas nunca irão me ver sendo meiga.

O que Mônica Lima está aprontando pro futuro?

PBG: Na divisão atual do país (direta e esquerda), onde você se encontra?
Mônica Lima: Sou totalmente de direita. Odeio esquerdistas e até exclui os que eu descobri no meu perfil pessoal do Facebook. Não usam o cérebro e são tão ruins quanto os muçulmanos radicais.

PBG: Existe algum projeto novo vindo por aí? Alguma coisa que possa contar para a gente.
Mônica Lima: Sim, existe um projeto que está bem perto de se concretizar e irá balançar as atuais produtoras.


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Desde pequeno, “O crítico” é visto como um cara chato por aqueles que o conhecem. Sempre procurando analisar e desenvolver teorias, era um dos poucos adolescente que não se masturbava vendo filmes pornô. O Crítico batia punheta lendo as colunas de crítica do Rubens Ewald Filho.

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