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Se tem uma coisa que o Twitter nos trouxe de bom, foi a possibilidade de conhecer pessoas novas sem a necessidade de total interação. Nós aqui do Peixe Bola Gato, adoramos o pessoal exibicionista, e foi justamente dentro do twitter que conhecemos e começamos a seguir uma das celebridades mais legais do mundo exibicionista, a Pymentha Malaguetha.

Tendo perfil no microblog desde 2015, a Pymentha tem mais de 13 mil seguidores e é dona de uma das timeline mais excitantes e verdadeiras que podem ser acompanhadas. Felizmente ela topou bater um papo com a gente e contar um pouco sobre como é ser praticante do BDSM e do exibicionismo (e também compartilhou fotos maravilhosas).

Recoste-se na cadeira e se delicie com essa maravilhosa entrevista.

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PBG: Quero começar com classe, mas não consigo, porque acabei de ver uma foto sua mostrando o quanto estava molhada. Aliás… tem muita foto legal no seu twitter, que deixa a galera babando. O que você sente quando se exibe assim?
Pymentha: Na verdade esse lance de exibicionismo começou a rolar depois que saí de uma deprê muito tensa. Eu cheguei a não cuidar mais do corpo, do visual, e de todo o resto. Foi quando, numa conversa aberta com um amigo, fiquei interessada em reativar meu blog e reestrutura-lo e entrar nas redes sociais, como Pymentha. A auto estima alavancou!

Hoje, depois de 10 meses me exibindo, com quase 14 mil seguidores (o que eu acho muito, ainda mais por não me mostrar por completo), sinto tesão em imaginar homens e mulheres se tocando, tendo prazer em me ver nua, seminua ou ate escrevendo putaria.

PBG: Você tem um namorado. Ele te acompanha de boa nessa brincadeira?
Pymentha: Namoro há pouco tempo. Quando o conheci, já sabia quem eu era, e ele aceitou que eu continuasse. Hoje meu namorado interage comigo. Eu sou submissa, mas ele não curte esse lado mais “dark”.

Eu gosto de Spanking, mas ainda não consegui convence-lo ainda. Confesso que sinto falta de marcas, da dor, porque isso me excita muito, mas ele tem suprido em sexo e cuidados.

PBG: O relacionamento de vocês não é aberto?
Pymentha: Sou ciumenta, mas não possessiva. Ele não cogita a ideia de me dividir com ninguém. Me quer exclusivamente pra ele.

Já do lado de cá, confesso que morro de vontade de ver ele trepando com outra mulher. Do mesmo jeito que faz comigo. Se caso eu perceber que foi “melhor”, vou poder “cobrar”, entende? (risos).

Mas existem regras pra isso acontecer também: eu tenho que experimentar primeiro. E beijo na boca, não pode!

PBG: Você falou das coisas que sente falta, mas tem algo que não faria dentro do BDSM?
Pymentha: Na realidade eu não fui muito a fundo em questão de experimentar prazeres nesse sentido.

O que me dá tesão, me deixa fora de mim, é me sentir acuada, não saber o que ta acontecendo, ficar presa. Amo palmatoria, chicote, tapas, mordidas e velas. Gosto da dor, limitada, de ficar com as marcas roxas, avermelhadas e até as que ficam pra sempre!

PBG: No seu blog tem um texto falando sobre sua “juventude rebelde”. Acha que essa coisa do “se sentir acuada” vem dessa época em que você era “indomável”?
Pymentha: Sou indomável ainda hoje! Tenho uma personalidade bem difícil. Sou turrona, teimosa e brava. Apesar de não passar de 1.60 m, quando a paciência acaba, ninguém me segura.

Quando mais nova, sofri muito bulling. Na época nem davam esse nome. Mas sofri muito. Não me defendia. Eu vivia numa bolha. Era insegura. Muito mesmo. Agora, com a maturidade, faço questão de testar meus limites no sexo. Quanto mais frio na barriga der, mais eu vou desejar. Sentir-me acuada hoje é o que me move.

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PBG: Então vamos falar de “limites no sexo”! Tem alguma história engraçada?
Pymentha: Engraçado não sei se cabe aqui, mas… eu não curtia sexo anal. Por muitos fatores. Os caras que tentaram comigo não sabiam fazer, ou na hora H eu travava de uma forma que era até brochante. Eu corria da cama, inventava qualquer desculpa.

Quando comecei a me descobrir como Pymentha, tive vontade de entender o que era realmente o sexo anal, como funcionava em relação a sentir prazer e até a chegar no orgasmo com isso. Apesar de não ser o que mais gosto de fazer na cama, é incrível a sensação de ver o meu homem estocar, pulsar, gozar e se realizar comigo.

PBG: Nesse tempo que você tem o blog e o perfil no twitter, recebeu muita proposta indecente?
Pymentha: Propostas sempre rolam. Eu tinha o meu perfil aberto para mensagens. Recebia diariamente nudes, videos e sim, até convites escancarados. Sempre deixei claro que não sou garota de programa – e não tenho absolutamente nada contra. Alias, eu as admiro porque tem que ter um puta culhão para segurar a bronca toda.

Sempre respondo cordialmente e com respeito. Mas quando a coisa desanda, eu dou block, eu divulgo pros amigos. Via de regra: me respeitar!

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PBG: E não rola medo de descobrirem sua identidade?
Pymentha: Rola sim. Ainda mais porque no inicio, quando achei que ia ser uma brincadeira inocente, não me preocupei em esconder as tatuagens e piercings que tenho. Agora não tem como voltar atrás. Eu sou mãe de uma pré adolescente. Acredito que apenas a opinião dela, caso seja descoberta, será importante.

A Pymentha é parte dominante de mim. Acordo e durmo com vontade de sexo.

PBG: Opa, você também é mãe? Dá pra conciliar tudo no dia a dia?
Pymentha: Da pra conciliar tudo. A Pymentha é parte dominante de mim. Acordo e durmo com vontade de sexo. Mas a (nome pessoal) é doce, entregue, amorosa, e é o que sou pra minha filha, amigos e namorado. Me divido e dou atenção e valor pra tudo a minha volta. Ser mãe foi o lance mais serio, intenso e verdadeiro que já fiz na vida.

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PBG: O que você teria para dizer as moças (e moços) que querem se iniciar nesse mundo do exibicionismo?
Pymentha: Em primeiro lugar a pessoa tem que se aceitar. Aceitar que não é perfeito, que estrias, celulites, gordurinhas, magreza… todas essas coisas são válidas. Ser exibicionista não é pura e simplesmente fato de tirar a roupa e postar. É tirar a sua essência. As fotos, videos e gifs tem que retratar exatamente o que a pessoa é. Sem tabus. Eu sempre evito uso de filtros ou aplicativos para “melhorar a imagem”. Se eu nasci assim, que todos me admirem (ou odeiem) por ser essa figura. E todo mundo devia pensar assim.


E aí, Gostaram da entrevista com a Pymentha? Pois agora é oficial: além dessa pequena entrevista, a Pymentha vai aparecer mais vezes aqui no Peixe Bola Gato. A morena aceitou escrever um pouco para o nosso site, compartilhando sua vida e as histórias que tem para contar sobre o mundo exibicionismo e BDSM. Sabemos que você vão adorar cada textinho que a moça trouxer. Então fiquem ligados no nosso twitter e facebook para atualizações diária sobre o que está acontecendo do lado de cá.


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