Malice_In_LalalandArgumento:

Malice é uma jovem que está passando por uma fase complicada da vida. Paciente de uma instituição para pessoas com problemas mentais, ela é trancafiada e amarrada em seu quarto após longas sessões de tortura. Até que um dia aparece um anão vestido de coelho à libertar do martírio. Malice in Lalaland é um road movie que podemos considerar como uma versão obscura e deturbada do clássico literário Alice no País das Maravilhas, contendo várias cenas que lembram muito o original, essa versão tenta distorcer o conceito de uma Alice boazinha, loira e ingenua, dando vida à um ser de desejos pecaminosos e luxúria.

Minha humilde opinião:

Pra início de conversa, precisamos ressaltar que o filme tem um anão vestido de coelho. Sim, eu disse: A PORRA DE UM ANÃO VESTIDO DE COELHO! E a fantasia é no melhor estilo coelhinho macabro do Donnie Darko.

Desculpem a empolgação, mas qualquer filme que tenha um anão travestido de animal, já merece minha atenção. Claro que essa escrotidão tem a única finalidade de deixar bem transparente a alusão que o roteiro pretendia fazer à história de Alice No País Das Maravilhas. De cara assusta um pouquinho, porque você pensa que vai rolar uma cena de sexo entre o anão coelho (ou coelho anão) e a Sasha Grey (Malice) ali nos primeiros 2 minutos. Passado o terror causado pela possível visão, o espectador não é deixado em paz por muito tempo.

O filme é uma versão macabra e distorcida de Alice No País Das Maravilhas e conta a história de Malice, uma garota perturbada que vive num manicômio. Um belo dia Malice consegue fugir com a ajuda do tal coelho anão (ou anão coelho), dando início a um road movie que totaliza incríveis sete cenas as vezes perturbadoras de sexo.

Não é o tipo de filme que eu aconselho vocês verem acompanhados de namoradas e esposas, ao menos que elas já gostem de filmes mais pesados, porque já na primeira cena de sexo, Malice In Lalaland mostra ótimos takes estilo sadomasoquista. Caso você tenha uma daquelas namoradas que é tatuada e escuta muito Rammistem, pode ser que ela vá curtir, mas é melhor assistir a primeira vez sozinho.

As sete cenas de sexo são bem variadas, sempre mantendo um teor forte e na base do “com força é mais gostoso”. Talvez o único problema está no tempo de duração de cada cena. A média de tempo é de 10 minutos, o suficiente para os mais apressadinhos, levando em consideração que só duas delas tem algum tipo de “introdução”. (In)Felizmente esse é o tipo de filme que foi feito pensando em criar uma história e não nos possíveis punheteiros que buscam a Sasha Grey.

Malice in LaLaLand 20

A trilha sonora do filme também é um ponto muito válido. A todo momento o espectador terá de abaixar o som de sua televisão em vista de não incomodar os vizinhos. Hardrock, Metal industrial e Trash metal tocarão em alto e bom som a partir do momento em que as personagens não tiverem falas ou as cenas mais picantes começarem.

Do filtro usado nas câmeras à locação escolhida, Malice in Lalaland passa a ideia de ser uma espécie de Filme B feito por Robert Rodrigues ou Tarantino. Muito asepia, muita poeira, um elenco marcante, falas ritmadas que se parecem com enredos de músicas, são os elementos que dão o tom seguido a todo o momento, inclusive nas cenas de sexo e nas passagens mais desnecessárias.

Forçando muito a barra dá até para colocar Malice In Lalaland na categoria de paródia porno, mas a verdade é que o filme por si só já é uma obra de arte, tornando desnecessário qualquer conhecimento prévio de filmes anteriores que possam ser vistos como “O” original. Fica como uma forte indicação para quem quer curtir um “pornozinho” com mais qualidade de roteiro e uma visão mais “artística”.

Ficha Técnica
Nome: Malice in Lalaland
Ano: Setembro de 2010
Produtora: Miss Lucifer Productions
Duração: 94 minutos
Elenco: Jesse Capelli (Stripper 2), Chayse Evans (Slave Girl), Billy Glide (Todd 2), Sasha Grey (Malice), Tommy Gunn (Ted 2), Ron Jeremy (Kater), Kagney Linn Karter (Mary-Ann), Phoenix Marie (Lacie), Mackenzee Pierce (Stripper 1), Jenna Presley (Queenie Lalaland), Alyssa Reece (Red Room Girl 1), Kristina Rose (Red Room Girl 2), Andy San Dimas (Queenie), Keni Styles (Chester), Juelz Ventura (Bunny 1).

Tariler

Desde pequeno, “O crítico” é visto como um cara chato por aqueles que o conhecem. Sempre procurando analisar e desenvolver teorias, era um dos poucos adolescente que não se masturbava vendo filmes pornô. O Crítico batia punheta lendo as colunas de crítica do Rubens Ewald Filho.

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