Mesmo não sendo o centro das atenções, o pornô amador sempre chamou atenção. A verdade é que gostamos de ver casais reais transando. Isso mexe com a nossa imaginação, porque nos colocamos no lugar deles. Mas o pornô amador tem um problema sério: baixa qualidade de produção. E qual é a forma mais fácil de resolver esse problema? Simples: é só fingir que está filmando com pessoas comuns. Foi com essa premissa que o Reality Kings começou e hoje merece nossa atenção.

Tentando ser real

O Reality Kings nunca foi uma “produtora” única. Nascida em 2000, hoje é uma das maiores “redes pornôs” do mundo, emparelhando ao lado da Brazzers e da BangBros. E quando falamos em “rede pornô”, significa que não existe apenas um Reality Kings. A empresa é formada por vários sites, de diferentes gêneros pornô. Não que seja uma ideia inovadora, existem várias outras redes pornô. O primeiro segmento/site dentro da rede foi o cumfiesta.com.

A inovação que a Reality Kings promoveu foi justamente ir contra as bases do mercado pornô. Enquanto todas as produtoras/redes queriam pornstars para gravar, a Reality Kings procurava por gente desconhecida. Quanto menos conhecida era atriz na cena, mais fácil acreditar que o espectador poderia a encontrar no mundo real.

A formula foi boa, e a Reality Kings consegui crescer rápido. Em cinco anos já eram grande o suficiente para comprar, ou criar em novos seguimentos/site. Na mesma época, o gênero pornô MILFs começou a crescer absurdamente, assim como o segmento com atrizes latinas e negras. Ou seja: os caras estavam no lugar certo, na hora certa, com a ideia certa.

Nascimento e morte de uma ideia

Como tudo o que é bom, o Reality Kings também acabou saindo do seu curso inicial. Conforme os caras cresceram, e foram comprados por outra rede, a ideia de “realismo” morreu. A quantidade cavalar de subcanais da marca, é algo legal. Variedade é sempre bom. O problema é que as atrizes estão longe de serem desconhecidas. Então…  Dá pra dizer que a Reality Kings se corrompeu? Sim e não. Os subcanais ainda gravam com muitas meninas que são novas no pornô. O problema é que basta gravar uma cena com eles e se tornar conhecida.

Hoje o Reality Kings “meio que” se perdeu dentro dos próprios sites de criou. Dos quase 50 sites/subcanais, apenas 3 deles parece trabalhar a ideia do realismo. O See My Wife tem a premissa de serem vídeos de casais reais, mostrando tudo. Já o No Faces,  trabalha com a ideia de que as cenas são com mulheres “reais” que não querem se identificar. Enquanto o First Time Auditions vai para o lado do “atrizes iniciantes fazendo suas primeiras cenas”. Todos os outros subcanais, são visivelmente armações ou encenações. Não que esses 3 não sejam, mas pelo menos conseguem “fingir” melhor.

Reality Kings

Reality Kings no Brasil

Talvez a passagem mais “legal” da Reality Kings tenha sido o Brasil com o canal Mike In Brasil. Por aqui os caras conseguiram se manter mais “fieis” a sua ideia original, inicialmente. Gravando com algumas garotas de programa, conseguiram se manter na coisa do realismo. Claro que as “atrizes” das cenas nacionais, ainda são moças pouco realistas, mas… ainda assim não eram grandes atrizes pornô. E algumas dessas meninas só gravaram com a RK, o que faz das cenas delas “raridades”. Tinha umas que pareciam ser as novas promessas do pornô nacional, mas só fizeram uma cena ou duas. Vale muito a apena assinar o site dos caras apenas para ter acesso a esse material em alta qualidade.


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